Biography

Márcio Vilela

Declaração de Artista

Os meus projetos começam quase sempre com uma pergunta. É uma semente colocada num território que ainda desconheço. O que dela nasce nunca corresponde exatamente ao que imaginei. Ao longo dos anos, cada investigação adquire uma lógica própria, tornando-se um compromisso entre a minha vontade e o caminho que o próprio projeto vai revelando.

Não separo a minha prática artística da forma como procuro compreender a minha existência. Ao longo de cada investigação descubro que as perguntas que dão origem ao trabalho acabam, inevitavelmente, por transformar um pouco quem sou.

Interessa-me aproximar a investigação científica do processo criativo, entendendo ambos como formas complementares de observar e compreender o mundo.

A fotografia e o vídeo são os principais instrumentos através dos quais essa investigação ganha forma. Recorro frequentemente à colaboração com investigadores e instituições científicas como parte do processo de trabalho, procurando ampliar as possibilidades de observação e criar experiências que desafiem a forma como nos relacionamos com aquilo que nos rodeia.

Mais do que produzir respostas, procuro criar experiências de imersão onde a curiosidade se sobrepõe à certeza e onde algumas perguntas permanecem inevitavelmente em aberto.

Bio

Márcio Vilela (n.1978, Recife — Brasil), vive e trabalha em Lisboa.

É licenciado em fotografia pela Escola Superior de Tecnologia de Tomar e mestre pelo European Master of Fine Art Photography no IED Madrid.

A sua pesquisa relaciona-se com os estudos da paisagem e com as relações entre a arte e a ciência, sendo frequente o seu envolvimento com instituições de investigação em astrofísica, engenharia aeroespacial e hidrografia.

Em 2008 foi um dos sete artistas selecionados para o prémio Anteciparte. Em 2010 desenvolveu uma residência artística de dois anos no Carpe Diem Arte e Pesquisa, da qual resultou a exposição individual Mono (2012). Em 2012 participou de uma residência artística nos Açores, a convite da Galeria Fonseca Macedo, da qual resultou a exposição Azores (2014).

Em 2015 integrou as Residências Criativas do Pico do Refúgio, nos Açores, desenvolvendo as bases de investigação para a série Satellites, apresentada no MNAC — Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado em 2019.

Em 2021 realizou Previsão de Deriva, projeto com colaboração da Marinha Portuguesa, apresentado na Galeria Foco (Lisboa, 2023) e no Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas (Açores, 2026). No mesmo ano produziu a série Superflora nas florestas do nordeste brasileiro, apresentada pela primeira vez na Galeria Foco em Janeiro de 2022 e no festival PhotoEspaña em 2026.

Em 2026 apresenta o Estudo Cromático para o Azul na BienalSur, no MAR — Museu Provincial de Arte Contemporáneo, em Mar del Plata.

As suas obras estão representadas na Coleção Berardo, Coleção António Cachola, Museu Nacional de Brasília, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, MNAC — Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, MACAM — Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, e em diversas coleções privadas.

CV

Educação

European Master of Fine Art Photography, IED Madrid
Licenciatura em Fotografia, Escola Superior de Tecnologia de Tomar

Exposições Individuais

2026 — Previsão de Deriva, Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Açores, Portugal
2023 — Previsão de Deriva, Galeria Foco, Lisboa, Portugal
2022 — Superflora, Galeria Foco, Lisboa, Portugal
2022 — Superflora, Tivoli Avenida Liberdade, Lisboa, Portugal
2019 — Satellites, MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa, Portugal
2019 — Estudo Cromático para o Azul, Museu Nacional da República, Brasília, Brasil
2017 — Estudo Cromático para o Azul, Espaço Camões – Livraria Sá da Costa, Lisboa, Portugal
2014 — Azores, Galeria Fonseca Macedo, Açores, Portugal
2012 — Mono, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa, Portugal

Exposições Coletivas

2026 — Tropicália, El Apartamento / PHotoESPAÑA, Madrid, Espanha
2026 — ARCO Madrid, Espanha
2025 — Fragmentar la obsolescencia: Primavera silente, BIENALSUR 2025 – MAR, Mar del Plata, Argentina
2025 — The Sovereign Portuguese Art Prize – Finalists Exhibition, Lisboa, Portugal
2025 — Lisboa Não Sejas Francesa – Parte I, L’Atlas, Paris, França
2024 — Sète Lisboa – Festival Internacional de Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal
2024 — ARCO Lisboa, Portugal
2024 — Dialogue VII, Rui Freire Fine Art, Lisboa, Portugal
2024 — Ailleurs, PLATO, Évora, Portugal
2024 — É bonita a festa, pá!, Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Portugal
2024 — plant-thinking, MONO Lisboa, Portugal
2023 — Poster Mostra, Lisboa, Portugal
2023 — Dialogue V, Rui Freire Fine Art, Lisboa, Portugal
2021 — Amuse-Bouche, Galeria Foco, Lisboa, Portugal
2020 — Dissonâncias – Coleção MNAC, MNAC, Lisboa, Portugal
2015 — Fotos contam Fatos / Fotos contam Fotos, Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil
2013 — 17.ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Portugal
2012 — Abre Alas 8, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil
2011 — Nada em Comum, Banco de Portugal, Leiria, Portugal
2009 — Descubrimientos, PHotoEspaña, Madrid, Espanha
2008 — Prémio Anteciparte, Lisboa, Portugal

Prémios e Nomeações

2026 — Finalista, Sovereign Portuguese Art Prize
2008 — Finalista, Prémio Anteciparte, Lisboa, Portugal

Residências Artísticas

2015 — Residências Criativas, Pico do Refúgio, Açores
2014 — Residência Artística, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), Recife, Brasil
2012 — Residência Artística, Galeria Fonseca Macedo, São Miguel, Açores
2010–2012 — Programa de Residência, Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa

Coleções

MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins
Coleção António Cachola
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM)
Museu Nacional da República, Brasília
Coleção Berardo
Coleções privadas em Portugal e no estrangeiro

Documentários

2028 — Um.Artista., Canal Arte1 Brasil. Realização: Markus Avaloni
2024 — Deriva, Canal CaixaForum+. Realização: Luís Costa