Mono

Mono surge no contexto de uma residência artística do artista no Carpe Diem – Arte e Pesquisa que teve uma duração de cerca de dois anos. A peça nasceu de um encontro e construiu-se através do lugar e da sua apropriação ao longo do tempo. Houve uma relação empática e emocional com o local que o fizeram regressar repetidamente e, foi nesta repetição, nesta quase obsessão, que a ligação aumentou, tornando-o num lugar que o integra e ao mesmo tempo lhe pertence. Este título de propriedade permitiu que o artista se tornasse também um agente transformador, intervindo na peça, aperfeiçoando-a. Este processo, em que o tempo e o inesperado se aliam ao rigor e racionalismo da técnica, iniciou uma metamorfose fisíca, geográfica e conceptual do lugar.